A caixinha era pequena, com entalhes de flores nas laterais. Ana se lembrava de ter tentado abri-la quando criança, mas nunca conseguia.
Agora, ela abriu sem dificuldade. Dentro havia uma chave enferrujada e uma folha dobrada.
A chave tinha um endereço gravado: Rua das Acácias, 47.
A carta dizia apenas: "Essa casa foi construída com o amor que nunca consegui te dizer. Agora é sua. Cuida dela como ela sempre cuidou de mim."
Ana chorou por horas. Quando finalmente foi até o endereço, encontrou uma casa pequena e simples, com um jardim cheio de flores. E no jardim, uma mulher idosa que sorriu ao vê-la.
"Você deve ser a Ana. Seu avô me falava de você todo dia."